Fatores como o baixo custo dos alimentos industrializados e a falta de tempo para cozinhar devido à rotina intensa de trabalho dos pais, estão diretamente associados às mudanças do perfil nutricional das crianças brasileiras nos últimos anos, refrigerantes e sucos artificiais fazem parte da dieta doméstica regular de 33% das crianças.
A consequência desta troca recai não só sobre a saúde física, resultando em altos índices de sobrepeso e obesidade infantil (8% nas crianças de 5 a 9 anos), mas também interfere diretamente no desenvolvimento estudantil.
As exigências nutricionais relacionadas ao desenvolvimento cerebral e às funções ligadas ao aprendizado variam ao longo da infância. Uma criança em idade pré-escolar apresenta necessidades diferentes de um aluno do ensino médio, por exemplo. Nesta fase não é somente o corpo que está se desenvolvendo: o cérebro, a capacidade de concentração e memória, as cadeias neurotransmissoras e tudo o que diz respeito ao aprendizado.
Com os mais novos, é preciso uma maior atenção à hidratação e ao volume de fibras e cálcio ingeridos. O organismo começa a se desenvolver rapidamente, e no auge da fase de crescimento as crianças costumam ter mais fome. Nessas horas é importante garantir que alimentos saudáveis estejam ao alcance das mãos.
Dessa forma, para evitar que o desenvolvimento escolar seja prejudicado, é fundamental que os pais estejam atentos e estimulem a ingestão das vitaminas e minerais que participam das reações relacionadas à formação destas estruturas cerebrais.
As crianças em idade escolar precisam de uma dieta balanceada, pois ela favorece o desenvolvimento intelectual, atuando diretamente na melhora do nível educacional e reduzindo os efeitos dos transtornos de aprendizagem causados por deficiências nutricionais ou distúrbios alimentares.

 

Fonte: gazetadopovo (Texto Adaptado)