Todos  os alimentos devem  ser considerados a partir de um contexto  levando em conta os hábitos de vida das pessoas e o histórico de saúde de cada um.  É  essencial  consultar  um especialista  em nutrição porque é ele quem pode definir com uma  avaliação individual as melhores opções e quantidades dentro das necessidades e da rotina de cada pessoa.

O azeite de oliva e o abacate possuem propriedades benéficas como as gorduras monoinsaturadas capazes de reduzir os níveis de LDL (conhecido como o ‘’mau colesterol’’) do sangue. Além disso, possuem vitamina E e antioxidantes, capazes de combater os radicais livres. Mas, apesar de seus efeitos benéficos, temos que consumir tais alimentos com moderação, pois são fontes de gorduras e possuem alto valor calórico. Ou seja: o consumo em excesso pode provocar ganho de peso. A indicação de consumo é individualizada, variando de acordo com as recomendações nutricionais de gordura total na alimentação diária de cada pessoa.

As frutas possuem seu açúcar próprio, que é a frutose. Mas também apresentam vitaminas, minerais e fibras, que são essenciais para o bom funcionamento das reações do organismo. O alerta: se consumidas em excesso e em um mesmo horário, as frutas podem aumentar a glicemia. O ideal é que a porção consumida seja equivalente a um punho de mão fechada ou uma palma da mão, e que não seja ultrapassada a quantidade de uma porção por refeição. A recomendação é de aproximadamente três porções por dia e de frutas com cores variadas, para garantir maior variedade de nutrientes.

Muitas pessoas consomem a granola acreditando ser um alimento saudável e com alto teor de fibras, muita gente também não se atenta de que a maioria dos produtos comercializados possui adição de açúcar, além de mel e uvas passas, o que os tornam ainda mais calóricos. Além disso, nem todos possuem quantidade significativa de fibras. O ideal é sempre olhar o rótulo dos produtos para analisar a composição, optando pela granola sem açúcar ou até mesmo prepará-la em casa com grãos integrais. A granola deve ser consumida não como adição nas refeições, mas como substituição ao carboidrato do café da manhã ou lanches intermediários. A quantidade também deve ser moderada, porque mesmo sem adição de açúcar e outros itens, o consumo em excesso pode contribuir para o ganho de peso.

As oleaginosas, assim como o abacate e o azeite, são fontes de gordura monoinsaturada e alimentos importantes para a prevenção de doenças cardiovasculares. Mas a castanha de caju também deve ser consumida com moderação, pois é um alimento calórico. E a porção é restrita: o ideal é não ultrapassar de 5 a 7 unidades por dia. Existe também a questão do teor de sódio: preferir a castanha de caju sem adição de sal na hora de comprar é a melhor escolha.

Os biscoitos tipo cream cracker, muito adotados por quem faz dieta parecem inofensivos. Mas a maioria das marcas à venda além de sódio possuem açúcar e gordura vegetal em sua composição. Existem opções melhores para consumir nos lanches intermediários como o biscoito de arroz integral as frutas frescas ou secas, as castanhas ou o iogurte desnatado.

A tapioca tem sido utilizada nas dietas da moda por não ter glúten sal e gordura hidrogenada. Ela é de fato uma boa opção para pessoas com doença celíaca ou com intolerância ao glúten. Porém, o seu índice glicêmico é muito elevado. Ou seja: diferente do que ocorre com os cereais integrais, ela se transforma rapidamente em açúcar no sangue. Pessoas com diabetes e com necessidade de perda de peso devem consumir com muita atenção, porque além do alto índice glicêmico, normalmente a quantidade de farinha utilizada para fazer uma porção de tapioca é bastante elevada. O ideal é controlar a quantidade de farinha no momento do preparo e acrescentar semente de linhaça, chia ou farelo de aveia na massa para reduzir a velocidade de transformação do carboidrato em açúcar. É necessário atentar-se também ao recheio; atum ou queijos magros, como branco, ricota ou cottage, são boas opções. Tudo, novamente, muito bem instruído por um nutricionista que conheça bem a sua história alimentar.

 

Fonte:coracaoevida (Texto Adaptado)