Assim como acontece com o armazenamento das células-tronco do sangue e do tecnido do cordão umbilical, também é possível fazer o armazenamento de células-tronco encontradas na polpa do dente de leite. E estas podem ser usadas para o tratamento de síndromes raras, autismo, diabete, doenças neurodegenerativas, Mal de Alzheimer e Parkinson, por exemplo. O diretor do Centro de Criogenia Brasil (CCB), Carlos Alexandre Ayoub, apresenta no Recife, nesta quinta-feira, palestra que explica a técnica.

A palestra, aberta ao público, é uma realização do CBB junto com a clínica Miscove, e acontece nesta quinta-feira, das 17h às 19h, no auditório do Rio Mar Trade Center. Na ocasião, serão explicados o que são as células-tronco, para que servem e a atual realidade clinica. A inscrição é gratuiita e pode ser feita através do telefone 3327-4716.

Através da polpa do dente são fornecidas células-tronco mesenquimais – mais primitivas que as células do cordão umbilical- multipotentes e imunocompatíveis. Isso significa que elas podem servir não só ao doador, mas também para toda família, já que podem ser utilizadas em até três gerações, ascedente ou descendente.

A coleta das células-tronco do dente de leite é feita no consultório do dentista, em pacientes com idade entre 2 e 12 anos, período de troca dentária natural. O dente de leite é extraído e, no lugar de ser desprezado, é colocado em um kit específico, aprovado pelo Ministério da Saúde. O material é armazenado em nitrogênio líquido, fazendo com que as células permaneçam em perfeitas condições de uso por tempo indeterminado.