É normal perdermos cabelo desde que nossa capacidade de produzir novos fios esteja preservada. Com o passar dos anos há ainda branqueamento, perda do brilho e redução da espessura e do volume. Alterações hormonais e nutricionais, danos químicos e fatores genéticos contribuem para o envelhecimento capilar.

Existe um equilíbrio entre queda e renovação capilar, que pode ser quebrado por questões ambientais ou genéticas. Por exemplo, a baixa dosagem de algumas vitaminas, como o ferro, e o hipotireoidismo mal controlado afetam a renovação capilar.  Durante a consulta se faz um exame computadorizado que funciona como um raio-x, avaliando desde o tipo do couro cabeludo à espessura média dos fios. Isso permite entender, de forma individualizada, a progressão de cada paciente.

As duas causas mais comuns de queda de cabelo são a calvície genética e o eflúvio. No primeiro caso, contribuem a genética e os hormônios. Mais frequente no homem, a queda genética inicia-se na adolescência e progride até os 50 anos. Já o eflúvio é mais comum em mulheres. Nele, a queda é nítida quando se escova o cabelo, no banho ou no travesseiro. Quase sempre existe um fator desencadeante, como o pós-parto, cirurgias, estresse, privação de sono, dietas, medicações e infecções.

Na calvície genética nota-se pouca queda. O que ocorre é que os fios vão se tornando cada vez mais finos, até encolherem e a raiz morrer. Mas o padrão muda no homem e na mulher. No homem, começa como entradas na frente ou rarefação na coroa, podendo se unir com o tempo e levar à calvície total. Na mulher, geralmente começa no centro da cabeça e progride lateralmente

O tratamento clínico pode ser feito com medicações tópicas, vitaminas e loções. A oleosidade excessiva do couro cabeludo também deve ser tratada, pois interfere na queda.  Para acelerar o crescimento podemos utilizar o  laser fracionado e injeções de vitaminas. A infusão de substâncias com a radiofrequência fracionada é outra opção. Novos estudos apontam ainda para o uso injetável do plasma ativado com fatores de crescimento ou citocinas, a fim de estimular o nascimento de novos fios. Outra frente é a terapia celular, que promete bons resultados.

O cabelo é a moldura da face e a preocupação com ele remonta à Antiguidade – papiros egípcios de 4 mil anos citavam fórmulas para queda à base de gordura de leão e óleo de rosas. Porém, os fios exigem cuidados extras, como a utilização de vitaminas e produtos tópicos. Alimentação rica em micronutrientes – como zinco, cobre e silício; e proteínas – favorece o crescimento capilar, mantendo os fios mais saudáveis.

Fonte Veja SP -  (Texto Adaptado)