O atleta, por exigir mais do seu físico em relação às demais pessoas, necessita estar sempre atento à sua saúde, e a saúde bucal não pode ficar fora deste contexto. Pesquisas demonstraram que o rendimento de um atleta pode ser reduzido se ele tiver alguma alteração na saúde bucal. E também, que seu rendimento está intimamente relacionado com a vitória ou a derrota, pois a dor e desconforto são suficientes para prejudicar a concentração e o equilíbrio.

Deste modo, visando uma melhoria no desempenho e na performance do atleta, faz-se necessário um exame odontológico minucioso, a fim de promover o tratamento de eventuais doenças ou mesmo atuar de forma preventiva.

Alterações bucais, tais como: má oclusão (quando não há correto encaixe entre os dentes), respiração bucal, perdas dentárias, desordens na ATM (articulação temporomandibular), alterações gengivais e a cárie por exemplo podem causar o não aproveitamento do alimento ingerido, por comprometimento da mastigação e consequente da digestão, a diminuição da capacidade aeróbica, a dificuldade para recuperação de lesões musculares, alterações na postura e na visão, dores de cabeça, zumbidos e fadiga precoce.

Também buscamos prevenir as fraturas dos ossos da face e dos dentes bem como lesões de língua, lábios e bochechas. O traumatismo dental é um problema de saúde pública e segundo a National Youth Sports Foundation cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas, de forma imediata (no momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após, devido à reabsorção das raízes dentárias).

Como resolver?

Prevenindo o risco que os atletas são expostos. Segundo a ADA – American Dental Association, pelo menos 200 mil traumas são evitados devido as prevenção destes acidentes fazendo-se o uso de protetores bucais.

Os protetores funcionam como almofadas distribuindo as forças durante o golpe, prevenindo a laceração e equimose dos lábios e bochechas durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais. Estes reduzem o número e a gravidade de danos as estruturas bucais causados por quedas e pancadas na região. Segundo a Academia Americana de Odontologia Desportiva o uso deste aparelho diminui em até 80 % o risco de trauma dental.

Sendo bem adaptado o protetor bucal não atrapalha a respiração do atleta, possibilitando uma fala fácil e a ingestão de líquidos sem que precise tirá-lo da boca.

As modalidades de maior risco são os de contato, ou de impacto, como: boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line e skate. Nestes esportes, as chances do atleta sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56%. Podem ocorrer choques, cabeçadas, cotoveladas, traumatismos craniofaciais, fraturas nasais, ferimentos corto-contusos e lacerantes, e até mesmo quedas acidentais ou agressões físicas como socos e pontapés. Nos Estados Unidos e na Europa, usar equipamentos de segurança é lei em inúmeras competições esportivas, mas no Brasil o uso de protetores bucais ainda é restrito a praticantes do boxe.

Você atleta, sendo amador ou profissional, garanta uma saúde completa para alcançar os melhores resultados, visite agora mesmo um especialista e vença sempre mais!

Fernando José Lopes de Campos Carvalho.